Pode ser muito divertido, mas amigo-secreto é uma farsa.
Não falo pela veracidade do segredo, mas pelos (re)encontros acompanhados de abraços e galanteios sugeridos pelo jogo com pessoas que, quando muito, tudo que você conhece sobre elas é o sobrenome - já que, devido à essência do momento, é igual ao seu (mas que coisa!).
Para mim, a grande diversão da brincadeira é ansiar impacientemente (o que é demonstrado pela euforia de todos ao participar) para que um embrulho caia em minhas mãos, pois o que eu dei (e no qual foi um bom dinheiro) já saiu delas há muito.
Deveria, pois, ser tudo reformulado.
As pessoas, cada qual, dariam presentes para si próprias. Em um dia marcado, todos abririam o agora-verdadeiro-galanteio, um na frente dos outros - sem correr o risco do fingimento de não saber para que serve e gostar mesmo assim, ou não saber mesmo três dias depois quem era teu "amigo" (e põe secreto nisso) -, exibiriam o conteúdo do auto-ofertado, e confraternizar-se-iam animadamente.
Mas só os que se conhecem, porque tem que acabar com essa mania que família nasceu para viver junta.
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