terça-feira, 19 de maio de 2009

28/12/2002 13:44

O barulho pertuba.
Aproxima-se, abre espaço, aconchega-se, e folga.
O barulho barulha.
Martela, tamborila, uiva, silva.
O barulho incomoda.
Persiste, agride, não sente e não ouve.
E nem deixa ouvir.
O barulho é hoje o arquétipo da ignorância.
O barulho é o fim de uma paz inalienável, embora extingüível: a sua.
Barulho é símbolo de guerra, à serenidade, à tranqüilidade.
Esta, por mais que eu não consiga definir - para assim a ter -, posso titulá-la: o inverso do barulho.
Quis um dia Deus que só houvesse tum tum quando não houvesse toc toc.

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