Passei um tempo acreditando na validade universal do meu conceito. Hoje, contrariamente, pensei em duas situações a que ele não se aplicaria, sendo assim, em todo o resto, inválido.
A primeira é a das minhas pessoas irreais. Pensei nos cultos de candomblé, ou do espiritismo, em que pessoas parecidas com as minhas são vistas, ouvidas e sentidas por mais de uma pessoa (real). Nesse caso há o compartilhamento, mas mesmo assim, têm-se perfeitamente ciência de que aquilo está em outra atmosfera, a da não-existência (ou então em um trânsito constante entre as duas).
A outra situação é uma civilização isolada onde, por alguma mutação genética, a maioria da população nascesse sem o paladar. A civilização correria normalmente, com exceção de alguns indivíduos que, de quando em quando, nasceriam com a suposta habilidade de reconhecer o tão irreal gosto das coisas. Provavelmente, eles seriam desacreditados ou, possivelmente, organizar-se-iam em grupos, quem sabe até de cunho religioso (o gosto seria visto como sintoma da presença divina e o primeiro a ter paladar como um messias). Nesses grupos, seria compartilhado um fato para eles concreto, mas que para todo o restante da sociedade seria irreal.
A realidade seria então relativa? Para mim, ela parece um grupo de elementos escolhidos por um consenso como ambiente para situarmos nossas vidas. Essa volubilidade assusta, por mais infantil que possa parecer.
Alguma semelhança c/ a alegoria das cavernas de platão seria mera coincidencia?
ResponderExcluirChico | Email | 24-01-2004 16:41:21
Naum parece infantil naum,mas tem coisas, caro amigo,q nunca vamos entender dentro de nossa racionalidade humana limitada(issima,por sinal).Essas grandes divagacoes sobre realidade, subjetividae,origem das coisas, limites, fronteiras...podemos ateh tentar entender mas acabamos numa labirinto de hipoteses, teorias,perguntas, respostas..... q acabam terminando em Deus(Ele eh o Alfa e o Omega) e tenho dito!!!!
Rafaela | Email | 19-07-2003 02:41:21