Por tudo o que ouvia nas rádios e na boca pequena, que apesar de seu diminuto tamanho era a que mais tinha para falar, concluíra que o mais importante nessa semana em termo era o tempo, o céu, os astros, sei lá como se chama, Não, não era o eclipse, quem arrumou de dizer que lua escura era espetáculo se lua nova tinha todo mês. A preocupação era com as bandas de lá, com a terra de São Vicente, onde, e nisso via um sinal do fim dos tempos, inda mais perto de Finados, deram por exigir que, na terra da garoa, fizesse sol, não no Ibirapuera, mas no Anhangabaú. Tanto por tanto, se a nata carioca, para espairecer, tricotava da bunda do Gerald Thomas, os industrialitas gostavam de ir à praia para vislumbrar uma imagem com mais do que três tons cromáticos.
De qualquer forma, encarava como uma espécie de beleza, um retorno a um primitivismo ritualístico, astrológico, primordial, à outorga do poder de determinação e do controle da sorte aos Deuses, pois repara que se escolher entre a corneadora arrogante e o peixe morto, que, em estado de putrefação apresenta leves sinais de fascismo, não cabe a qualquer um, então quem sabe Guaraci seja capaz.
O momento é de oração.
Olá Para pensar: http://www.lewrockwell.com/hoppe/hoppe12.html e, a propósito, peixe morto é benevolência... lá em sao joao del rei, ele seria chamado de cara-de-boi-lambeu
ResponderExcluirAires | Homepage | 31-10-2004 19:13:07
A saída é a anarquia...Melhor escolher um peixe morto, pois corneadoras há muito estão na moda e podem se perpetuar no poder. Quem gosta de fidelidade? A dos outros talvez? Cada um fiel a si mesmo,sem esequecer que o si mesmo reside em cada outrem... Abração, Gabriel PS: Gostei muito do café da manhã do texto passado. É a melhor refeição do dia, ainda que eu tenha hábitos noturnofágicos.
Gabriel | Email | 31-10-2004 16:01:30