Prendo-me alheio a mim
e me relego ao escuro.
As dores da vida, no meu expurgo,
tatibitateiam as músicas que colei em fuxico,
para me fazer chorar, bem sei,
que o que já foi, ao ir,
tirou-me as esperanças e me puxou para longe,
de tão alvoroçado.
Resto-me em desabrigo,
empanturrado com tantas curvas.
As mãos já tiveram da beleza, pelo menos,
porque o mais seria se a beleza tivesse tido daquelas mãos.
De tudo, porém,
derruba-me o que nem foi percebido,
o que nem foi permitido,
o que, de tão singelo, entrou,
como que escondido,
por entre os risos da minha retina.
Isso é meu,
até porque meus olhos fecharam-se, logo em seguida,
para que eu sentisse a felicidade.
relegar-se no escuro, como phoenix antes da pós-morte. porque de fato, sempre é tempo de repensar os rumos, os fatos, o que se dizer.
ResponderExcluirGaudério | Homepage | 20-10-2004 18:24:06
Belo post, velho...
Aires | Email | Homepage | 16-10-2004 18:03:59
Gostei muito desta. Adorei o empanturrado com tantas curvas. Risos da minha retina também foi singelo. Não sei teorizar porque, mas gostei bastante!
Gustavo | Email | Homepage | 13-10-2004 19:41:45