Lá não havia pombos
Puseram na cova, de uma vez,
As praças, as calças, o frio,
E uma certa esperança de melancolia,
Tudo num mesmo jazigo, esculpindo no mármore
"Assim se vai o sentimento e a vontade de se ser poeta"
Isso sem que a poesia precisasse dos pombos.
De toda forma, ao julho sempre faltou a rima
(Ou talvez a rima pareceu por se recolher, esperando pelo julho -
Em uma carta por debaixo,
No abrir desconsolado,
No acender despropositado,
No jeito frustrado, calado, diacho!: dizia um não,...)
É que se fazia quente,
Que se fazia tumultuado, curto, mesmo indecente,
Que se fazia alegre por demais.
Alcunhavam-no de lírico por cantar os sabiás,
os rouxinóis, ou outros bichos cadenciados.
Mal sabiam! ou sabiam demais e o faziam em mexerico.
A verdade é que em nada adiantava todo esse lirismo
Se por lá não houvesse pombos de que se pudesse falar.
Ficou muito bom! :)
ResponderExcluirQuel | Homepage | 29-07-2005 21:34:54
Nao vai escrever mais nao ?
Gabriel | Homepage | 28-07-2005 00:18:16
Outra, outra. Escreve outra rapaz.
Israel Son | Email | Homepage | 19-07-2005 17:45:54
Muuuuuito bom...
Mayra | 04-05-2005 18:40:31
George vc me fez perder o sono na viagem que eu entrei lendo isso aqui.. posso comprar os direitos para publicar??
Felipe Leiros | 28-04-2005 02:20:38
ArrAzzow aSs
ResponderExcluirAnha.guera