terça-feira, 19 de maio de 2009

Sábado, Abril 24, 2004

Esse texto eu fiz antes de ir para Natal, mas só pude publicar agora.

Espero por abril como quem espera por uma vida. Não por outra, mas pela minha. Porque minhas eram as acácias, e meus eram os jardins. Meu era o barro da rua, a cachorra magra que, de velha, late fraquinho, as paredes brancas que se escalava como se se escalasse o mundo.
Desejo o vento da varanda como quem deseja a felicidade. Não a futura, mas a que já tive. Porque já ri com os brinquedos, e já ri com o cinturão que me lascava as costas. Já ri com o banho de mangueira, com a brincadeira com os vizinhos.
Emociono-me é com meu tempo, que parece que já foi. Quando pequeno achava que só as pessoas envelheciam, mas hoje vejo que tudo fica, de uma certa forma, um pouco mais amarelado.

Um comentário:

  1. Maravilhoso o texto, especialmente quando cai nas mãos de alguém tão nostálgica como eu, e ainda passando por uma fase da vida que levanta saudades das mais escondidas... Quem dera pudéssemos resgatar essas páginas amareladas das nossas vidas! Abração =)

    Cris | Homepage | 02-05-2004 20:34:30

    Adorei o testo Gê! Eu já tinha lido no e-mail que você mandou pro grupo, mas acho que não tinha expressado o quanto tinha gostado. É aquele tipo de etxto que a pessoa lê e fica com aquela melancolia depois! Muito bom mesmo!!!

    Deza | 02-05-2004 01:19:06

    o seu tempo é hoje ,caro amigo, aproveite o que há de bom no presente mesmo que um dia este se torne também uma lembrança amarelada. beijos da eterna amiga

    Alê | 27-04-2004 23:21:33

    Eh verdade chico, tanto vc qnto george continuam tentando ser criancas! Hehehe Saudades de vcs meninos! Espero que quando eu voltar voces estejam as mesmas criancas de sempre! Muito lindo seu texto Ge, parabens... Xero

    Julia | 27-04-2004 12:06:03

    Olha só, ando conhecendo todos os personagens do seu filme. Estou falando de Chico. Sobre o texto, já o tinha visto, então um abraço para ti.

    Rene | Email | Homepage | 26-04-2004 23:47:26

    George, esse texto faz-me recordar um passado maravilhoso do qual voce tambem faz parte, passado este, amarelado, mas que jamais sera apagado da minha memoria. Bons tempos de colegio, nada de responsabilidades... Vontade de ser feliz qnd crianca era maior que tudo, as brincadeiras simples, os pulos do muro c um saco plastico.. hehe e tantas outras que recordam como eh ,agnifica a ingenuidade de uma crianca. Fugas, nem sempre em vao, das cordadas e chineladas.. ate mesmo em Mossoro. É por isso que luto para que esse bom tempo nao se va.. tentando ser crianca sempre que posso, porque crianca, pra mim, é sinonimo de felicidade. Parabens pelo texto excepcional (eu diria sublime, magnifico, kkkkk, lembra?)

    Chico | 25-04-2004 10:23:44

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