terça-feira, 19 de maio de 2009

Sexta-feira, Julho 11, 2003

Já é o tempo do fim da mocidade!

Enquanto me aguarda a senilidade,
Desfaço-me da futilidade:
Assumo com certa gravidade,
O fim da suposta liberdade.

Enxergar que os prazeres da cidade
Nada passam de pura falsidade
A mim convém com certa felicidade:
Há tempos percebo esse ar de improbidade.

Mas não está em todos a capacidade,
De se livrar da desonestidade:
Alguns vivem eternamente na mediocridade.

Ah! É uma delícia da maioridade:
Poder esquecer da sociedade,
Para tentar viver uma maturidade.

Um comentário:

  1. Estante nao, fogo!

    gabriel | Email | 24-10-2003 15:35:08

    Gente, eu tenho uma inventividade superior à demonstrada no soneto acima. Digamos que tentei, tentei, ser irônico. :P Nada tira da minha cabeça que os dois tercetos nada mais são do que uma estrofe de seis versos dividida ao meio. Não odeio os sonetos, mas não entendo como o chamam da forma mais perfeita.

    George | Email | 15-07-2003 15:26:05

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