Já é o tempo do fim da mocidade!
Enquanto me aguarda a senilidade,
Desfaço-me da futilidade:
Assumo com certa gravidade,
O fim da suposta liberdade.
Enxergar que os prazeres da cidade
Nada passam de pura falsidade
A mim convém com certa felicidade:
Há tempos percebo esse ar de improbidade.
Mas não está em todos a capacidade,
De se livrar da desonestidade:
Alguns vivem eternamente na mediocridade.
Ah! É uma delícia da maioridade:
Poder esquecer da sociedade,
Para tentar viver uma maturidade.
Estante nao, fogo!
ResponderExcluirgabriel | Email | 24-10-2003 15:35:08
Gente, eu tenho uma inventividade superior à demonstrada no soneto acima. Digamos que tentei, tentei, ser irônico. :P Nada tira da minha cabeça que os dois tercetos nada mais são do que uma estrofe de seis versos dividida ao meio. Não odeio os sonetos, mas não entendo como o chamam da forma mais perfeita.
George | Email | 15-07-2003 15:26:05