terça-feira, 19 de maio de 2009

Terça-feira, Julho 01, 2003

Para sentir a vida
que, sim, lá fora o chama
ei! amigo, toma você um carro
Larga esse sarro
que dá na sua cama
corre para a rua
e vai, amigo, sentir o vento
Porque achar que é sofrimento
ficar deitado cantando p´ra lua
Há tempos saiu da moda
E se até seu pai quer esquecer
do passado, não há que se viver
nesse romantismo de se negar a foda
Para se pensar no amor.

Para sentir a vida
Que ao ócio aversa é
Parte, amigo, p´ra dar um pulo
onde antes você execrava, o xulo
Vai visitar um cabaré
Sentir o álcool regar o seu caminho
ouvir a canção brega o embalar
no ato belo que é se deitar
com a puta, p´ro amigo largar de ser sozinho
Nessas noites de junho
porque se a mente a poesia engrandece,
a jovialidade a boêmia enaltece
e vai o amigo decidir, a próprio punho,
Parar de vez de pensar no amor.

Um comentário:

  1. Sem dúvida o melhor dos melhores. Na minha opinião, emocionante.

    Gustavo Duarte | Email | 12-05-2004 14:08:53

    Muito bem escrito, George. Facamos nossa cama. Abandonemos olhos e camundongos. Convidemos tintas e guardanapos para testemunharem solidao. Traguemos um relief dos homens bebados, apaixonados. Boemios! Sim, George, boemios! Parabens, camarada..

    Gabriel | Email | 04-07-2003 13:57:07

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