terça-feira, 2 de junho de 2009

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Chega de fusões confusas!
Eis aqui meu alarido enfastiado:
Minha toalha de juta largada, suja, escarnecida, jogada junto ao ofego rouco de tanto gritar por atenção.

Agora torço por um esperar por vir e por aquele enjôo bom que enrota o lençol numa noite de sonho sem sono.

Quero dos mais limpos o canto
e quero a seda quente do calor de um só corpo.

Quero uma saudade sem tesão.

Quero querer um castelo, para escrever sobre ele e falar sobre ele e beber sobre ele e dormir sobre ele, de tão cansado! (mas não do castelo - é que, no castelo, levar-me-ão numa garupa para tomar dos sorvetes e subir nas árvores, só para depois jantar suado com cheiro de rua)

Quando vier o enjôo, eu vou estar sentado na poltrona com as pernas a balançar, por não querer pisar mais nesse chão.

Vou estar de banho tomado, em ponto, o cabelo arrumado, a roupa combinando e o olhar ronceiro com a mão esticada, porque não vou mais querer me perder por aí.

Nenhum comentário:

Postar um comentário