terça-feira, 2 de junho de 2009

Quinta-feira, Julho 13, 2006

Inquieto, o peito sonha
O sono nu.
Noite tarda e o corpo paira:
As horas da praça são horas-solidão.

Passa ao longe, orquestrando o meu desconserto.
Cada pedra da praça sente comigo,
Treme comigo,
E pisa comigo em seus passos, maestro!

Os passos - inda firmes lembrarão.

O lixeiro varre cantos, no centro da praça,
como se adiantasse alguma coisa.
Enquanto for noite, os cantos continuarão sujos
E de manhã os pombos vêm dar à praça o ar de praça.

Eu varro olhares, pelos meios e pelos cantos.
Espero na praça como quem tem tempo a perder.
Só o tempo não fugiu de mim
Quanto tudo esfriou.

No frio, o que mais faz falta
É o futuro em forma de papel.
Os desenhos já eram as praças
Mas ainda não havia ninguém sentado naqueles bancos.

Um comentário:

  1. Retribuindo a sua visita vejo que a sua poesia é bem diferente da minha (não vai aqui nenhum juízo de valor, evidentemente), mas o que seria do mundo sem as necessárias diferenças? Sempre que possível, voltarei para uma nova visita, com o intuito de, aos poucos, ler todo o material disponível. Em tempo: respondi no próprio Balaio à pergunta formulada popr você. Repito-a, agora: sou um potiguar perdido no Rio há 39 anos. Um abraço.

    Moacy | Homepage | 13-11-2006 08:00:51

    Arcadismo modernista

    Israel Son | 18-07-2006 00:45:23

    leeeeek, muito bom. boladíssimo!

    Vinícius | 17-07-2006 15:22:33

    Muto bom!

    Gustavo | Email | 13-07-2006 23:43:42

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