terça-feira, 2 de junho de 2009

Quinta-feira, Março 01, 2007

Quanto da espera é estupidez;
Quanto me embriaguei na altivez de tanto encanto,
Aguardando acalantos nunca embalados,
Tragando pinturas em quadros, desenhadas para um outro, que não eu.

Quanto da palavra foi desperdiçada;
Quanto me cativei do sorriso sonso, de tão manhoso,
Sufocando o descontentamento mudo,
Ludibriando em ilusões vermelhas, aspergidas displiscentemente, certo em mim, que não creio em Deus.

Quanto da perda foi insistência;
Quanto do desgosto foi só meu capricho,
Alteando fogueteios pálidos,
Trepidando flâmulas fendidas, esgarças: homenagem caduca a uma inquietação mais do que moça.

Ora me perco nas horas,
E quanto das horas perdi em revelar-me,
Como quem espera, mais do que só, o remorso de tanta obstinação?


Um comentário:

  1. meu amigo, me parece que vc está olhando muito pra vc e pros seus medos. pra sua menos valia e pra sua falta de confiança. ou me pareceu que isso pode nao passar de um capricho seu. quem seria capaz de deixar esse poeta esperar tanto? ou sera que esse poeta espera demais dos outros?

    anonimo | Email | Homepage | 26-03-2007 22:07:45

    O Tamos com Raiva faz 4 anos de vida! Entre e relembre =)

    Cris | Email | Homepage | 20-03-2007 23:46:11

    Bonito

    AnImoL | Email | Homepage | 16-03-2007 21:05:10

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