terça-feira, 2 de junho de 2009

Sexta-feira, Julho 06, 2007

A melodia começara baixinho. Meus pés ensapatados, desacostumados ao movimento, ensaiavam um sapateio descompassado, mesmo que eu não me desse por isso.

E sem que eu me desse por isso, o som contagiava-me em seu ritmo por vezes delirante, por vezes lôbrego, mas sempre presente, como uma sinfonia que, tomada de embriaguez, estendia-se até nunca, atrapalhando a ópera apoteótica que eu, inocente, insistia em aguardar.

Na terceira ária não cantada, dancei.

A cidade, surpreendida, abriu espaço, fazendo-se de palco. Logo eu, que nunca dei ouvidos ao que se cantava por ai; eu me embalava, à espera de aplausos, dançando - finalmente - a música do mundo.


Um comentário:

  1. bem recorrente mesmo...

    gabriel | Homepage | 23-09-2007 22:05:53

    é isso aí, a onda agora é curtir o som da cidade. dançar o ritmo do dia-a-dia.

    fex | 09-08-2007 17:39:13

    interessante como "a cidade" é recorrente em seus textos...

    Gustavo | Email | Homepage | 06-08-2007 20:14:40

    george se viene tu cumpleaños!! no cache ni wea de lo ke escribiste!!! adios!!! solo paso a saludar porke ahora estoy medio mareado... mejor me voy a dormir,,, adios!!

    rodrigo | Email | Homepage | 07-07-2007 05:43:16

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